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A adaptação às alterações climáticas num mundo digital

Em Outubro de 2021, alguns membros da equipa BioLiving foram à Albânia para participar num curso formativo integrado no projeto Erasmus+ “Digital Green Skills for Climate Change Adaptation and Mitigation Strategies”.


Este projeto, liderado pela associação albanesa “Build Green Group”, tem como objetivos principais:

1) perceber quais os principais indicadores das alterações climáticas em várias regiões europeias, em cada um dos países parceiros;

2) conhecer e fomentar práticas digitais que contribuam para a mitigação das mesmas.





Para além de Portugal, estiveram presentes outros sete países, todos da região dos Balcãs: Albânia, Grécia, Bósnia-Herzegovina, Sérvia, Kosovo, Macedónia do Norte e Roménia. Representando o único país de fora desta região mediterrânica, foi possível à nossa equipa conhecer e trocar diversas experiências culturais com os restantes participantes, que se estenderam da gastronomia à música e dança, passando pelas expressões e provérbios de cada língua.


Além dos diálogos culturais, também se partilharam inúmeras experiências profissionais, já que se contou com uma grande diversidade de áreas profissionais, como a Biologia, Educação, Fotografia, Economia, Sistemas de Informação Geográfica (SIG), entre outros.













O curso decorreu numa pequena vila chamada Tushemisht, no sudeste albanês, junto ao grande lago Ohrid, o maior dos Balcãs, e teve a duração de uma semana. Aí foram desenvolvidas várias atividades, entre as quais:

  • A exposição do trabalho de cada uma das organizações parceiras (ambiental, social, educacional, cultural…) e a apresentação dos indicadores referentes às alterações climáticas que mais afetam as regiões onde elas se inserem;

  • Contacto com as populações locais de forma a identificar problemáticas ambientais existentes na vila e possíveis modos de as solucionar;

  • Trabalhos de grupo para a criação de propostas de projetos e postos de trabalho que contribuam para a mitigação e combate às alterações climáticas;

  • Utilização de ferramentas compatíveis com Sistemas de Informação Geográfica (SIG) para facilitar o mapeamento de uma qualquer variável por um cidadão-comum;

  • Programas lúdicos e culturais como passeios pelas vilas e cidades albanesas ao redor do lago Ohrid, sessões de “Terapia da Arte” e jantares culturais com a partilha da cultura gastronómica de cada país parceiro.



Uma das principais conclusões a tirar desta formação é a universalidade do impacto das alterações climáticas na sociedade humana, embora este se possa exprimir de formas distintas em diferentes zonas do planeta.


Ao longo desta semana foi possível apresentar o trabalho da Associação BioLiving a novas entidades de diferentes países europeus, podendo influenciar outros a desenvolver trabalhos mais focados nas temáticas ambientais, mas ao mesmo tempo aprender novas técnicas e metodologias passíveis de serem integradas na atuação da equipa da BioLiving!



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